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1912 a 1920 - Cultura Artística
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1912 a 1920

1912
Na casa do advogado Vicente de Carvalho são definidos o conceito e o nome da Sociedade de Cultura Artística – um polo de fruição de arte e circulação de ideias. A partir desse momento, os encontros se tornam oficiais e assumem o formato de saraus lítero-musicais. O primeiro acontece no Salão Steinway, auditório do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

1915-16
Afonso Arinos de Melo Franco (1868-1916) foi o conferencista de cinco eventos sobre cultura brasileira. O primeiro deles acontece em pleno período de guerra, no auditório do Clube Germânia. A terceira conferência conta, na parte musical, com Catulo da Paixão Cearense (1863-1946), artista reconhecido graças a adaptações de suas poesias por compositores como Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Vicente Celestino e Olga Praguer Coelho. Entre suas obras-primas estão “Luar do sertão” (1914) e “Caboca di Caxanga” (1912). O número de sócios da Cultura Artística ultrapassa a casa dos 300.

1916
Neste ano, a Cultura mantém sua rota ascendente, aumentando para 650 o limite de sócios e dando continuidade à sua programação com intelectuais e artistas de nível internacional. A pianista Antonieta Rudge apresenta-se ao lado do violinista ucraniano Mischa Elman (1899-1984).

1917
Alfredo Pujol profere sete conferências sobre Machado de Assis. Publicadas alguns anos mais tarde e republicadas atualmente pela Imprensa Oficial, são um marco dos estudos machadianos. Dados sobre a obra podem ser consultadosaqui.

O primeiro-secretário da sociedade, Nestor Pestana, começa a negociação para um sarau exclusivo com a companhia dos Balés Russos, de Serguei Diaghilev. O evento dos Balés acontece no dia 3 de setembro e conta com a participação do maestro Ernest Ansermet, que, além de regente estável da companhia, é o diretor musical dos Concertos sinfônicos de Genebra.
“Triunfo completo foi deveras esse. Pois, conseguir numa capital acanhada como a nossa encher completamente um teatro com lotação para quase 3 mil pessoas a ponto de se ver forçada a própria diretoria a se alojar nas galerias; e apresentar um programa seleto, em que figurou a grande troupe de bailados russos, que se celebrizou em todas as plateias da Europa e que por isso mesmo se vende tão caro; conseguir isso tudo em São Paulo é um verdadeiro tour de force, bem significativo do esforço ingente e vontade inquebrantável dos diretores da benemérita sociedade.”
Estadinho, edição vespertina de 4 de setembro de O Estado de S. Paulo

1918
Em 13 de outubro, o concerto dirigido pelo maestro Gino Marinuzzi apresenta pela primeira vez em São Paulo a Sinfonia em ré menor, op. 125, de Ludwig van Beethoven.

“A Sinfonia de Beethoven encontrou em Marinuzzi um intérprete magistral, digno de sua reputação. Dar uma execução a essa obra gigantesca com uma orquestra fatigada em extremo por muitos meses de um trabalho extenuante de ensaios e espetáculos representa uma vitória para quem não bastam os elogios que lhe têm sido feitos. Marinuzzi deu ao primeiro tempo, o alegro, um ritmo e uma autoridade de grande estilo e no scherzo, admiravelmente concebido, o espectador sentia que ele dominava a sua orquestra, impulsionada pelo irresistível ímpeto de apressar o andamento, mas que se submeteu ao ritmo de seu excelente diretor.”
O Estado de S. Paulo, 15 de outubro

1919
A diretoria decide que é a hora de começar a procurar um terreno para a sua sede, e por sugestão do arquiteto e sócio Ricardo Severo, encontram uma área na região da rua Florisbela. Em 7 de novembro, o negócio do terreno é fechado.